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sábado, 3 de abril de 2010

Agente socioeducativo recebe um tiro na cabeça na rebelião de Recife

Um agente baleado, um outro ferido e um adolescente morto foi o saldo de uma rebelião na noite desta quinta-feira na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), na unidade de Abreu e Lima, no Grande Recife, em Pernambuco. O agente socioeducativo Elvismar Soares Santos, 34 anos, estava numa guarita e foi baleado na cabeça. Ele foi operado e está em estado grave. Não se sabe a origem do tiro.A rebelião foi controlada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar com balas de borracha e bombas de efeito moral.

Nesta sexta-feira, 27 internos da Fundação de Atendimento Socioeducativo começaram a ser ouvidos na Gerência de Proteção à Criança e ao Adolescente, sob suspeita de envolvimento no motim.

A unidade onde ocorreram os incidentes padece de superpopulação, pois tem 297 internos para 98 vagas.
Testemunhas informaram Erismar era um dos 30 que estavam trabalhando quando o motim começou. Ele foi baleado na cabeça, perdeu massa encefálica e encontra-se em situação grave. Está internado no Hospital da Restauração, a maior emergência do Recife, onde foi submetido a uma neurocirurgia e até as 16h respirava com aparelhos artificiais, em uma sala de recuperação de pós operatório no HR.

O outro agente ferido foi Maurício Wanderley, que levou uma pedrada no rosto e foi socorrido por paramédicos do Corpo de Bombeiros. Ele passa bem. A arma utilizada contra Elvismar ainda não foi encontrada. Em fevereiro desse ano o revólver de um diretor da unidade havia sido roubado, mas a polícia ainda não sabe se ele utilizado para o crime. A direção da Funase vai instaurar sindicância para apurar como a arma entrou no local.

Durante o trabalho de rescaldo, os policiais militares encontraram o corpo de um adolescente. Não se sabe como ele foi morto, mas o cadáver foi encontrado queimado, pendurado na trave da quadra de esportes da unidade. Segundo os agentes, o jovem estava numa ala separada dos demais menores porque tinha sido ameaçado de morte.

Há pouco mais de um mês, os internos da Funase de Abreu e Lima fizeram uma rebelião para denunciar supostos maus tratos de que estariam sendo vítimas, por parte dos agentes socioeducadores. Alguns dos agentes chegaram até mesmo a ser afastados do trabalho.
(Fonte: O Globo)