SEJA BEM-VINDO!

Esse é o primeiro blog dos Agentes de Segurança de Medidas Socioeducativas do Estado de Sergipe.
Aproveite ao máximo e dê sugestões para que possamos melhorá-lo.
Mostrando postagens com marcador sindasf. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sindasf. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de outubro de 2011

IstoÉ denuncia fábrica de sindicatos da Força Sindical a partir de denúncia feita pela CUT/SE

Autor // CUT/SE

Sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE) denunciaram no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia – Departamento de Defraudações – o esquema da Força Sindical junto ao Ministério do Trabalho (MTE) para se beneficiar na disputa sindical. Dentre as acusações estão fraudes na confecção de atas e editais de convocação.

Para surpresa da CUT/SE, a Revista IstoÉ na edição 2178, publicou uma matéria denunciando a fabriação de sindicatos por parte da Força Sindical em conluio com o MTE, revelando, inclusive, a cobrança de propina para liberação de registro sindical. Há bastante tempo, o presidente da CUT/SE, Rubens Marques, tem denunciado na imprensa que o Ministério do Trabalho há muito deixou de ser republicano, e passou a defender outros interesses. Agora a revista IstoÉ traz uma matéria investigativa, revelando todo o esquema de multiplicação de sindicatos e o mercado negro das cartas sindicais. Confira abaixo a matéria do jornalista Cláudio Dantas Sequeira na íntegra, disponível no site da Revista IstoÉ.

Eles fabricam sindicatos

Ministério do Trabalho promove o milagre da multiplicação, criando uma nova entidade a cada dia, e documentos revelam um mercado negro das cartas sindicais
A trajetória do ex-jornaleiro Carlos Lupi, que virou presidente do PDT e ministro de Estado, é um exemplo do quanto a política e os movimentos sociais no Brasil são capazes de transformar a vida de um cidadão. Foi a disciplinada militância de Lupi nos partidos e nos sindicatos que consolidou seu caminho até o Ministério do Trabalho. E desde que assumiu a pasta, em 2007, Lupi, associado ao deputado federal Paulinho da Força (PDT), ainda teve fôlego para tornar-se personagem de um novo milagre: o da multiplicação de sindicatos. Em apenas três anos de sua gestão no Ministério, foram concedidos 1.457 registros sindicais e há outros 2.410 pedidos em trâmite na Secretaria de Relações do Trabalho.

Nos primeiros seis meses deste ano, o ministro autorizou o funcionamento de 182 entidades sindicais, tanto de trabalhadores como patronais. Ou seja, em média surge um novo sindicato a cada dia no Brasil. Em vez de alta produtividade associativa, no entanto, parece haver uma situação de descontrole total na concessão de registros, como indicam uma avalanche de impugnações por parte de sindicatos históricos e o acúmulo de processos na Justiça do Trabalho. Há sinais contundentes de que a fabricação de sindicatos, federações e confederações vem atendendo a interesses políticos e partidários, não apenas trabalhistas. Denúncias, recebidas por ISTOÉ, indicam inclusive a existência de um balcão de negócios por trás da concessão das cartas sindicais, que chegariam a custar R$ 150 mil no mercado negro da burocracia federal.
A presidente da Federação Nacional dos Terapeutas (Fenate), Adeilde Marques, relata um episódio definitivo para revelar o tratamento diferenciado que estaria ocorrendo na burocracia federal. Quem paga, segundo ela, vai para o topo da fila das concessões de cartas sindicais. Quem se recusa a entrar no esquema pode ficar esperando indefinidamente pelo registro. Ela conta que, ao buscar a regularização da entidade junto ao Ministério do Trabalho, em Brasília, foi encaminhada ao escritório do sindicalista Miguel Salaberry, ligado à Social Democracia Sindical, hoje a nova central UGT, União Geral dos Trabalhadores. “Me pediram R$ 5 mil para que a carta sindical saísse mais rápido”, afirma. Indignada, Adeilde pediu apoio da Força Sindical. Foi pior. Em conversa com o próprio presidente da central em Sergipe, Willian Roberto Cardoso Arditti, o “Roberto da Força”, Adeilde foi informada de que a carta sindical poderia custar até R$ 40 mil. “Eu me recusei a pagar”, garante.

Roberto da Força é o mesmo personagem que aparece em denúncia da presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Nossa Senhora do Socorro, Edjane Silveira. Ao Ministério Público Federal, ela disse que não quis pagar o pedágio e trocou a Força Sindical pela CUT. Em retaliação, Roberto criou, com aprovação do Ministério, um clone do sindicato de Edjane com um nome quase idêntico: o Sindicato dos Servidores do Município de Nossa Senhora do Socorro (Sindispub). No comando desse Sindispub clonado está Joanes Albuquerque de Lima, que também preside outros sindicatos locais da Força Sindical. “Mesmo provando que o sindicato de Edjane já existia desde 2001, a Secretaria de Relações do Trabalho arquivou nosso processo de pedido de registro sindical”, reclama o advogado João Carvalho.

Há uma coleção de casos estranhos. Em São Paulo, o camelô José Artur Aguiar conseguiu fundar o Sindicato dos Trabalhadores em Casas Lotéricas, mesmo sem nunca ter trabalhado na atividade (o registro é contestado na Justiça). Em outro episódio, o Sindicato de Empresas de Desmanche de Veículos (Sindidesmanche), entidade patronal ligada à Força, ganhou sua carta sindical apesar de seus dirigentes – Mario Antonio Rolim, Ronaldo Torres, Antonio Fogaça e Vitorio Benvenuti – também comandarem, na outra ponta, uma entidade de trabalhadores, o Sintseve, que reúne inspetores técnicos em segurança veicular. O objetivo da multiplicação de entidades não é difícil de entender.
Sindicalistas brigam para pôr as mãos na contribuição sindical dos trabalhadores. Só em 2010, R$ 1,2 bilhão foi arrecadado, sendo que 60% da bolada parou nos cofres dos sindicatos, 15% nas federações, 5% nas confederações e 10% nas centrais de trabalhadores. A criação de sindicatos clones é a maneira mais rápida de decidir a parada. Quando reconhece um novo sindicato, o Ministério do Trabalho fornece o código que permitirá à entidade ter acesso a uma conta-corrente na Caixa Econômica em que serão depositados os recursos do imposto sindical recolhido daquela categoria. Automaticamente, então, o novo sindicato passa a ser dono do cofre. O sindicalista Raimundo Miquilino da Cunha, presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo, tem um bom exemplo de como funciona a clonagem oficial de entidades. A federação comandada por ele, fundada há quase 30 anos, tem 24 sindicatos e representava cerca de 400 mil trabalhadores, a maioria frentistas. Este contingente acabou abocanhado pela Força Sindical a partir da criação de sindicatos estaduais de frentistas. A tarefa de multiplicação coube a Antonio Porcino, dirigente da Força e ex-prefeito de Itaporanga (PB). Ele criou o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviço de Combustíveis e Derivados de Petróleo de São Paulo, depois ajudou a fundar sindicatos de frentistas em vários Estados, inclusive no Rio de Janeiro. “O Lupi participou da inauguração do sindicato dos frentistas no Rio antes que a certidão sindical fosse publicada no ‘Diário Oficial’ ”, acusa Miquilino da Cunha.

O esquema que permite a clonagem e o fatiamento de entidades sindicais começou em 2008, a partir da Portaria 186, que estabeleceu novas regras para o registro sindical. O texto tinha por princípio combater a unicidade sindical nas entidades de grau superior (federações e confederações), mas acabou retalhando o movimento sindical e servindo aos interesses da Força e do PDT. A Secretaria de Relações do Trabalho, responsável pela concessão das cartas sindicais, foi comandada até o ano passado por Luiz Antonio de Medeiros, que deixou o posto para concorrer nas eleições.

Mesmo fora da pasta, ele continua operando por intermédio da técnica Zilmara Alencar e de seu chefe de gabinete, o delegado aposentado Eudes Carneiro, que representa Lupi em reuniões sindicais e inaugurações de entidades. Carneiro é tesoureiro do Sindicato Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Sindepol). Questionado por ISTOÉ, Lupi negou que haja interferência política na liberação dos registros. “O papel do ministério é de mediação”, diz ele. Na opinião do ministro, a Portaria 186 “democratizou” o movimento sindical. Não é o que pensam outros históricos sindicalistas como o ex-governador gaúcho Olívio Dutra. Para ele, a política de Lupi não passa de um “democratismo sindical”, que estaria “estilhaçando a representação dos trabalhadores e favorecendo barbaridades”. Dutra alerta: “São gangues que se apropriam dos recursos do trabalhador.”

(Fonte: Sintese)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fundação Renascer vai impor plantão 12/36 para agentes socioeducativos?

Olá colegas agentes. Como vocês já devem ter percebido está um disse-me-disse sobre (novamente) a mudança de horário dos plantões nas unidades socioeducativas aqui de Sergipe.

O que achamos incrível é a inercia da diretoria do nosso "tão querido sindicado" que com muita luta organizamos para defender-nos das mazelas que caem sobre nossa pequena categoria.

Esperávamos que o Sindasf (ou como também é delicadamente conhecido Sindase - nome dado para tentar deixar apenas os agentes filiados ao sindicato) estivesse visitando as unidades socioeducativas, conversando com os colegas de profissão, e, na atual conjuntura, estivesse ao lado dos companheiros explicando a situação, se está ou não está tentando manter o horário de 24/72. Fica muito difícil acreditar que o sindicato está lutando pelos agentes, quando desaparece e todos perguntam: "- Onde está Eziel?" (para quem não sabe ou não conhece, é o presidente do Sindasf). Depois não pode reclamar de boatos que venham a surgir...

Hoje, dia 12, recebemos vários e-mails de agentes se manifestando sobre essa "tal" mudança de 24/72 para 12/36. Abaixo estaremos postando o e-mail do agente Fabio Wesley, onde expressa publicamente o seu pensar.

"Se aceitarmos isto, nunca mais vamos trabalhar 24/72. Outro ponto 12/36 só pode em caráter de acordo coletivo, a não ser que Eziel tenha assinado este acordo. Temos uma escala produzida pelo Agente Valdson de 12/48, mas a Fundação não aceitou, então não vamos aceitar a proposta deles. Quanto ao ponto dos processos, não queiram acreditar, é um direito nosso, daí eu tenho a solução para eles: PAGUEM A DIFERENÇA TODO MÊS.


Bom, estamos enfrentando uma realidade que nós fizemos, direi:


Manter Eziel no poder (o pior dos erros, é muito fácil tirá-lo, vamos pedir as contas do sindicato).


Com este item um o sindicato funciona exclusivamente para a Fundação.


Os Agentes só sabem falar, falar e falar. Durante as reivindicações muitos ficam em casa.


Escolta agora é uma realidade, e comecem a agradecer a Deus por começarem a sair sem colete, sem proteção, ah! Sem tudo. Só peço que tenham cuidado, pois já temos fatos reais de Agentes tomarem facadas e serem perseguido por moto, não citarei nomes, vocês já sabem.


O melhor de tudo, Agentes que fazem favor a Fundação, ou, a mãe como chamam, não a minha é claro. Estes FAVORES são: Escoltas, Quadras, Denunciar colegas, Enumerar Chaves em plena paralisação, falar diretamente para a presidente que não está participando. Ufa. Chega! Já está bom.


Camaradas, vamos começar a lutar, pois o mal vem para todos, seja para os  pelegos ou subversivos. Fiquem atentos! Chamaremos a qualquer instante para uma reunião, por favor, compareçam.


PS. NÃO VOU FALAR SOBRE A SEJUC, não sei interpretar sonhos. Digo isto por estar sem documentos.

AGENTE FÁBIO WESLEY. "

terça-feira, 26 de abril de 2011

Agentes Socioeducativos podem decretar greve

Uma negociação salarial que se arrasta há quatro anos e a falta de um plano de carreira são alguns dos motivos para a greve da categoria


Agentes podem decretar greve a partir do
próximo mês (Foto: Arquivo Portal Infonet)
Há quatro anos os agentes de medidas socioeducativas da Fundação Renascer lutam pelo reajuste da categoria. A afirmação é do presidente do sindicato Eziel Oliveira que fala sobre a greve da categoria e diz que a falta de um plano de carreira tem prejudicado os profissionais. “São quatro anos sem reajuste, só recebemos o aumento linear dado a todos os servidores. Temos tentado negociar com o governo, mas até hoje não tivemos uma resposta positiva. Não temos um plano de carreira e isso desestimula os agentes”, explica Eziel.

O presidente do sindicato salienta ainda decidirá em reunião com os agentes no dia 13 do próximo mês sobre a deflagração da greve. “Assim que for decidido, nós vamos decretar em seguida a greve”, ressalta.

Eziel Oliveira diz que nesta terça-feira, 26, irá a Assembléia Legislativa para conversar com o líder do governo, Francisco Gualberto. “Vou conversar com o líder do governo para saber o que pode ser proposto e dá ciência de que estamos caminhando para a greve”, fala. No ano passado o Portal Infonet cobriu a greve da categoria.

Fundação

Em contato com a Fundação Renascer a assessoria de comunicação enviou nota da diretora-presidente da instituição, Antônia Menezes. “No que concerne a consulta feita (através de ofício nº 99/11, datado de 20 de março de 2011) pelo Sindasf (Sindicato dos Agentes de Segurança da Fundação Renascer) sobre reposição salarial de 47% e outros itens, a diretora-presidente, Antônia Menezes, encaminhou para análise da Procuradoria Fundacional que, através do parecer nº 62/2011 concluiu tratar-se de matéria de competência exclusiva do Governo do Estado. Sendo assim, a presidente enviou o pleito com as considerações para a autoridade competente, que deverá se manifestar assim que a apreciação for realizada e as negociações salariais com as diversas categorias efetivadas”, esclarece a nota.

Sead

A equipe do Portal Infonet também entrou em contato com a Secretaria de Estado da Administração (Sead). De acordo com a assessoria de comunicação, o sindicato não procurou a Sead. A informação é que na última segunda-feira, 25, o secretário da Casa Civil, Jorge Alberto, esteve reunido com Chico Buchinho conversando sobre a possibilidade de aumento para todos os servidores.
(Fonte: Infonet)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Agentes de Segurança Socioeducativos de Sergipe vão parar

Categoria que trabalha no Cenam espera há quatro anos pelo reajuste salarial


Os agentes de segurança de medidas socioeducativas de Sergipe da Fundação Renascer, que atuam entre outras unidades, no Centro de Atendimento ao Menor - Cenam - poderão paralisar as atividades na semana que vem. Tudo porque, até hoje, quase quatro anos depois da realização do concurso público, o Governo do Estado não concedeu o reajuste salarial da categoria.

"Nós estávamos para realizar uma paralisação amanhã (06/04), mas ao informarmos à presidente da Fundação, ela nos pediu um prazo até sexta-feira, pois a PGE ficou de se manifestar sobre a proposta que nós apresentamos para o reajuste salarial", disse o presidente do Sindicato da categoria, Eziel Oliveira.

A categoria luta por um reajuste escalonado de 47%, que deve ser aumentado gradativamente de dois em dois meses. "O impacto para a folha do Estado é mínimo, sendo somente de 0,06%. Desde 2008 nós tetamos negociar com o Governo e não há nenhum tipo de manifestação. Temos um salário defasado desde 2007, por conta disso iremos paralisar na próxima semana", afirmou.

Eziel disse que irá, com a paralisação, mostrar a falta de interesse do Governo em conversar com a categoria. "O Governo não nos chamou para sentar, nem sequer para uma fictícia mesa de negociação. Quero deixar claro que temos tentado ao máximo negociar, mostrando que não é do nosso interesse atrapalhar e sim contribuir, e fazer com que o nosso trabalho seja desenvolvido de forma fluente. Só que sem a valorização da nossa categoria não há condições", completou o sindicalista.
(Fonte: Correio de Sergipe)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Salário dos agentes de segurança sócioeducativos está defasado

 A remuneração básica está extremamente baixa em comparação aos demais estados


O presidente do Sindicato dos Agentes Socioeducativos da Fundação Renascer, Eziel Oliveira, disse na manhã do dia 22/02, que a categoria não aguenta mais a morosidade da Estado em negociar a campanha salarial. Eles lutam desde 2008 por um reajuste salarial. Segundo o sindicalista, o salário base está extremamente defasado em comparação aos dos demais Estados.

Os agentes pedem um reajuste escalonado de 47%, eles querem que o salário aumente gradativamente de dois em dois meses durante um ano.

"O nosso salário de referência é o mínimo. Nòs encaminhamos nossa proposta ao Dieese para que fosse feito um cálculo do impcto real na folha do Estado que seria de 0,06%, uma mixaria, algo irrisório para o que arrecada o Estado. Essa mesma proposta foi encaminhada para o então secretário Jorge ALberto, ele nem aprovou e nem desaprovou, nos deixando sem resposta", lembrou.

Eziel disse que houve a promessa de que no ano de 2010 haveria a tentativa por parte do governo para o reajuste, mas nada foi apresentado. "Passou o ano de 2010 todo e não tivemos nenhuma resposta. Nós estamos vendo que o governo não está interessado em discutir as nossas reinvidicações, e este ano voltaremos a fazer nossas manifestações", disse ele.

O sindicalista disse ainda que espera que a nova secretária de Estado da Inclusão Social, Eliane Aquino, se reúna com os agentes. "Esperamos que haja alguma resposta em relação ao nosso salário. Não adianta nós irmos a uma reunião para escutar aquela ladainha de sempre, cheia de desculpas. Estamos cansados e escalados desse tipo de conversa. Sai secretário, entra secretário e a conversa é a mesma". Afirmou.

Estado - O Correio de Sergipe entrou em contato com a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência, e Desenvolvimento Social, que informou que todos os assuntos relacionados aos agentes socioeducativos, inclusive a questão salarial devem ser discutidos diretamente com a Fundação Renascer. Já a presidente da Fundação Renascer, Antônia Menezes, diz que irá esperar que o sindicato se manifeste para dar uma resposta sobre as reinvidicações da categoria.
(Fonte: Correio de Sergipe)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo x Sindase Novo

Devemos construir um novo SINDASE. Sem Sindicato forte não há conquista.

Escrito por JBCS
Todo novo ano se inicia com a promessa de renovação. Esta é uma palavra-chave. Com ela enterramos o velho e jogamos para o esquecimento as agonias passadas. Aliás, pensando bem, os Agentes de Segurança Socioeducativos de Sergipe precisam sepultar o que passou. Nós sabemos perfeitamente o que foi o ano de 2010: negativa do reajuste salarial, dispersão da categoria, enfraquecimento do SINDASE e outros. Tudo bem, o ano que foi embora trouxe também alegrias. Porém, elas foram tão raquíticas que nem deu para esquecer as derrotas um segundo sequer. Necessitamos com urgência de renovação.

Então, para que o ano de 2011 nos proporcione dias melhores devemos construir um novo SINDASE. Sem Sindicato forte não há conquista. E para haver conquista é necessário transformá-lo. Não adianta a crítica escondida, a revolta solitária ou o protesto desorganizado. O movimento transformador tem de sair primeiramente do interior da categoria (representado pelos Agentes de Plantão), para depois ser continuado e respaldado por uma entidade legítima. O Sindicato é nosso. Ele deve ser a nossa imagem e semelhança. Se por ventura não houver essa sintonia, a mudança pede passagem. Afinal, como bem diz Gabriel O pensador: 
“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a gente muda a gente anda pra frente.”
 

terça-feira, 30 de março de 2010

Agentes de Segurança do Cenam não aceitam escala de trabalho imposta pela Fundação

Os agentes de medidas sócio educativas dizem que Fundação Renascer quer impor escala de trabalho que prejudica a categoria



O presidente do sindicato dos agentes Eziel Oliveira
Os agentes de medidas sócio educativas do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) reclamam que a Fundação Renascer quer impor uma escala de trabalho que prejudica a categoria. De acordo com o presidente do sindicato dos agentes, Eziel Oliveira, os agentes trabalhavam 12 horas por 72 horas, mas a escala foi retirada. “Essa escala apesar de muito cansativa era boa porque o agente folgava três dias e, além disso, supria a necessidade do baixo efetivo de pessoal”, diz.
Eziel conta ainda que a proposta dos agentes é que o trabalho seja realizado em 12 horas por 48 horas, mas a fundação propôs 12 horas por 36 horas. “O presidente da fundação quer impor o que é melhor para a fundação, mas não vamos aceitar essa imposição”, ressalta o presidente do sindicato, salientando que a lei que foi criada o concurso rege que os agentes trabalhem 44 horas semanais, o que corresponde a 8 horas diárias e com duas horas de almoço.
“Mas para a fundação essa escala é inviável porque eles teriam que contratar 250 novos agentes para suprir a escala de trabalho”, afirma Eziel.
Fundação
De acordo com o presidente da Fundação Renascer Gicelmo Albuquerque a retirada da escala de 24 horas por 72 horas foi feita após ação movida pelo sindicato no Ministério Público do Trabalho (MPT). “Foi constatado que essa escala não tinha amparo legal, então, a fundação procurou outra forma para que a categoria não ficasse prejudicada”, esclarece Gicelmo.

O presidente da Fundação Renascer Gicelmo Albuquerque
O presidente da Fundação Renascer explicou que a fundação disponibilizou duas propostas a primeira de 8 horas e a segunda de 12 horas por 36 horas. Gicelmo conta que a primeira proposta não é viável para a categoria porque no plantão o agente pode pegar uma escala que tem inicio ás 3 horas da madrugada. “Essa proposta de 8 horas não é boa para o agente porque prejudica no sentido de não ter transporte público e a falta de vida social”, destaca Gicelmo.
Para Gicelmo Albuquerque a proposta de 12 horas por 36 horas apresentada pela fundação tem como benefícios o pagamento de horas extras, a adesão ao Ipesaúde, aumento do quantitativo diurno e redução do efetivo noturno, já que o serviço ficaria somente com a parte da segurança, além de manter o agente em horário de acordo com os estudos. “Se o agente estudar no período diurno ele vai trabalhar no período noturno e assim por diante”, explicou.
(Fonte: Infonet)