Três agentes teriam sido agredidos pelos jovens infratores
A sequência de fugas e tentativas de fugas das unidades socioeducativas do Acre levou alguns agentes a se mobilizar e denunciar a falta de pessoal e segurança. Em e-mail enviado às redações da TV Gazeta e Agazeta.net, um deles denunciou o medo dos profissionais por conta da violência dos jovens infratores.
De acordo com o agente, que prefere não se identificar, no momento da tentativa de fuga da última quarta-feira, 8, havia apenas três agentes para cuidar de 16 internos no campo de futebol da Unidade Aquiry.
Outra deficiência era a ausência de policiais militares nas guaritas. A escala do momento da tentativa de fuga contava com ao menos nove agentes para cuidar de mais de 50 menores.
Segundo o relato, agentes e outros servidores foram agredidos fisicamente pelos jovens. Eles usaram pedaços de madeira arrancados das cadeiras das salas de aula. Outra arma usada, conforme a testemunha, foram pedaços de ferros arrancados de tampas de esgotos.
Para obtê-las, os jovens teriam quebrado o concreto jogando contra o chão. “O pior não aconteceu pois a polícia chegou a tempo”, diz o e-mail.
O agente denuncia a falta de profissionais nos institutos e a ausência da Polícia Militar. Ele afirma que a presidência do Instituto Socioeducativo tem conhecimento das ineficiências.
De acordo com Dimas Sandas, presidente do órgão, a proporção de agentes por internos no Acre atende ao padrão nacional de um por cinco. Contudo, ele reconhece que em algumas ocasiões essa proporcionalidade não é atendida pelo grande número de jovens internados.
Segundo ele, o instituto passa por um processo de consolidação de seu quadro de agentes. As unidades eram cuidadas por profissionais do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Sobre a presença da Polícia Militar, Sandas disse que já há acordo com o comando para que policiais voltem a cuidar das unidades. O presidente declara que o número de PMs foi reduzido para reforçar a presença policial nas ruas.
(Fonte: agazeta.net)
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Mobilização dos Agentes. A HORA É ESSA!!
Os agentes de medidas sócio-educativas do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira, 18, às 9h. O protesto aconteceu na Praça Fausto Cardoso e teve como objetivo reivindicar reajuste salarial para a classe.
“Em novembro de 2009, João Andrade [secretário de Estado da Fazenda] avaliou a nossa proposta e disse que só teria condições de pagar o valor pedido em janeiro de 2010. Pois já estamos em janeiro e até agora nada foi resolvido”, diz o presidente do sindicato, Eziel Oliveira.
Os agentes pedem um reajuste escalonado de 47%. “Queremos que o salário aumente gradativamente de dois em dois meses, a partir de fevereiro”, diz Eziel. O presidente afirmou ainda que provavelmente a classe irá decidir se entrará ou não em greve a partir desta terça-feira, 19.
Alem do reajuste, outras reinvidicações foram feitas, como a realização de concurso público para aumento do efetivo, a compra de equipamentos de segurança e a construção de uma nova unidade sócio-educativa. "Tudo o que queremos é melhorar as nossas condições de trabalho e garantir a manutenção da ordem", declara Eziel.
Depois de protestar no Calçadão do Centro, os agentes foram até o Centro de Convenções (CIC) - onde o governador Marcelo Déda fazia a entrega de 75 ônibus às prefeituras do Estado. No local, eles distribuiram panfletos entre os transeuntes e anunciaram a possibilidade de greve.
(Fonte: Infonet)
(Fonte: Infonet)
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